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Em cinco semanas, 67 estagiários do Grupo Prumo passaram a construir os próprios agentes de IA

Cliente

Grupo Prumo (equipes da Prumo e da Porto do Açu)

Participantes

67 estagiários, de áreas como compliance, segurança, comunicação, suprimentos e RH

Formato

5 semanas: 4 de aulas ativas + 1 de hackathon
Remoto, com 3 mediadores da AutoU
Ferramenta: Microsoft Copilot Studio

Resultado

Estagiários sem base técnica construindo os próprios agentes + 4 projetos apresentados à diretoria

IMAGEM · ABERTURA
Foto do grupo de estagiários durante o programa, de preferência no dia da apresentação dos projetos, ou uma aula ativa com a turma nas máquinas.
Formato horizontal amplo, alta resolução. Alternativa: imagem conceitual de agentes de IA na identidade da AutoU.

1. Contexto

O Grupo Prumo vinha adotando inteligência artificial em larga escala. O Microsoft Copilot já era a ferramenta oficial da empresa, disponível para todos os colaboradores, apoiando tarefas do dia a dia como resumir e-mails, redigir documentos e organizar informações.

O passo seguinte era mais difícil. A empresa queria usar agentes de IA para automatizar fluxos complexos, indo além das perguntas e respostas do chat. A ferramenta estava contratada, mas faltava gente capaz de construir automações, e havia muito potencial parado nos processos das áreas. Os estagiários apareceram como a frente certa para começar: profissionais em início de carreira, com disposição para aprender e espalhados justamente pelas áreas que mais tinham a ganhar. O desafio era que quase nenhum tinha base técnica. Para a maioria, o Copilot era só um assistente de chat, e construir um agente do zero era terreno novo.

Essa variedade de áreas moldou o desenho do programa. Não se tratava de treinar um time coeso em torno de um único processo, mas de levar a mesma base a pessoas com desafios bem diferentes. Os exemplos e exercícios precisaram ser amplos o suficiente para servir a todos e, ao mesmo tempo, aplicáveis a contextos distintos.

2. Como fizemos

O programa durou cinco semanas, sendo quatro de aulas ativas e uma dedicada aos projetos individuais, em formato de hackathon. Distribuir o conteúdo ao longo das semanas, em vez de concentrar tudo em uma imersão, fez sentido para esse público. Cada sessão dava aos estagiários tempo para absorver o conteúdo, testá-lo no próprio trabalho e voltar na aula seguinte com dúvidas nascidas da prática. Três mediadores da AutoU acompanharam a turma nas aulas e nas mentorias extras, e tudo ficou concentrado em um único canal no Microsoft Teams.

Etapa

Foco

Formato

Semanas 1 a 3

Fundamentos de IA e construção de agentes no Copilot Studio, com conceitos apresentados e aplicados na hora.

Aulas ativas com cocriação em tempo real

Semana 4

Cada participante concebe e constrói um agente para um desafio real da própria área.

Hackathon com materiais de apoio

Semana 5

Revision do conteúdo, quiz interativo, apresentação dos projetos, seleção dos destaques e premiação.

Quiz dinâmico e pitch

A ferramenta escolhida foi o Microsoft Copilot Studio. Como a companhia já tinha o Copilot em nível de usuário, bastou ativar as licenças gratuitas de teste do Copilot Studio, com validade de 30 a 60 dias, tempo de sobra para o programa. Trabalhar dentro do próprio Copilot foi uma decisão estratégica. A Prumo já tinha adotado a ferramenta como padrão, então tudo o que era aprendido em aula ficava pronto para usar no trabalho real. Capacitar em outra plataforma seria ensinar algo que ninguém teria no dia a dia.

O conteúdo percorreu o que era preciso para construir um agente do zero: o conceito de IA generativa e o papel do prompt, a montagem de uma base de conhecimento a partir de documentos da empresa, e os componentes de um fluxo de agente, como gatilhos, perguntas, prompts de IA e respostas generativas. Acima de tudo, um princípio guiou o ensino: decompor um fluxo complexo em etapas menores e tratáveis, condição para transformar uma ideia de automação em um agente que funciona.

O método foi a cocriação. Em vez de assistir a demonstrações, os participantes construíam junto com o mediador, repetindo cada passo no próprio ambiente e testando na hora. Dois agentes nasceram desse trabalho e viraram referência para a turma: o Atom, de agendamento de férias, que respondia dúvidas e encaminhava aprovações, e a Aurora, de gestão de fornecedores, com análises comparativas para apoiar decisões. A escolha foi proposital, por serem casos fáceis de entender por gente de qualquer área.

IMAGEM · COCRIAÇÃO EM AULA
Tela compartilhada da construção de um agente no Copilot Studio, ou foto de uma aula ativa com os mediadores conduzindo e a turma replicando na própria máquina.
Screenshot da ferramenta ou foto em ambiente de sala.

3. Resultados

Em cinco semanas, uma turma que começou sem saber o que era um agente terminou com dois agentes construídos em conjunto e dezenas de projetos individuais desenvolvidos de forma autônoma.

Antes

Depois

• Conheciam o Copilot apenas como chat, e nunca tinham construído um agente

• Constroem e publicam agentes no Copilot Studio de forma autônoma

• Não sabiam onde a automação se aplicava na própria área

• Mapeiam um fluxo complexo e identificam sozinhos onde automatizar

No hackathon final, cada participante identificou uma oportunidade na própria área e construiu um agente para resolvê-la. Quatro se destacaram pela combinação de ideia e potencial de impacto e foram selecionados para apresentação à liderança:

Projeto / Área

O que o agente faz

Gestão de materiais de segurança

Automatiza o cadastro e a comunicação de materiais de segurança, antes feitos à mão.

Conformidade de marca

Verifica se apresentações em PowerPoint seguem as diretrizes visuais da marca.

Reconhecimento de colaboradores

Avalia comportamentos e indica se determinadas ações atendem aos critérios internos de valorização.

Compliance

Analisa documentos em PDF, gera pareceres e encaminha comunicações, reduzindo bastante o esforço operacional.

Nenhum desses projetos era hipotético. Todos foram construídos pelos próprios estagiários, sobre processos que conhecem de perto. Como reconhecimento, os quatro finalistas ganharam duas horas de mentoria particular cada um. O programa ainda rendeu um desdobramento que não estava no plano: a repercussão levou os estagiários a apresentarem os projetos à diretoria, em eventos abertos a toda a empresa. Para quem está começando a carreira, esse tipo de exposição é uma oportunidade difícil de conseguir por outros caminhos.

IMAGEM · APRESENTAÇÃO À DIRETORIA
Foto dos estagiários apresentando os projetos selecionados à liderança e à diretoria da companhia.
Foto do momento da apresentação. É a prova mais forte do case, priorizar.
FEEDBACK DO CLIENTE
[Espaço reservado para citação: uma frase de um líder do Grupo Prumo ou de um estagiário participante, com um resultado específico. Incluir nome e cargo.]

4. Aprendizados

A descoberta que mais se repetiu é que a maioria das áreas já tem tudo o que precisa para automatizar, sem saber disso. Nos fluxos que os estagiários mapeavam, o padrão era sempre o mesmo: processos bem definidos à espera de automação, rotinas manuais e repetitivas, bases de dados ricas sem uso analítico e documentos, como manuais de marca e de onboarding, que podem virar instrução para um agente. A matéria-prima estava toda ali, parada. O que o programa entregou foi o que faltava para colocá-la em movimento: o olhar para reconhecer a oportunidade e a mão para transformá-la em um agente que funciona.

O segundo aprendizado foi sobre como se forma esse olhar em quem ainda não tem confiança. Estagiários se expõem menos que times experientes, e a aula expositiva gerava pouca reação. A virada veio com o aprendizado ativo. Os quizzes de revisão, além de levantar a participação, funcionavam como diagnóstico ao vivo, expondo as lacunas na hora de tratá-las. Com gente em início de carreira, o que fixa é fazer: errar com apoio e testar de novo. Foi pondo a mão na ferramenta desde cedo que a insegurança deu lugar à autonomia.

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